Show simple item record

TV and violence new ways of watching

dc.contributor.authorPinto da Mota Matos, Armanda
dc.date.accessioned2013-09-27T12:29:37Z
dc.date.available2013-09-27T12:29:37Z
dc.date.issued2005
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10272/6998
dc.description.abstractNas suas vertentes teórica e empírica, a pesquisa sobre a influência da televisão evoluiu de uma perspectiva mais unilateral, em que os media eram pensados focando o seu efeito directo sobre o público, para análises mais complexas, onde a dimensão cognitiva da recepção das mensagens foi, progressivamente, valorizada. Neste contexto, surgiu o interesse em torno de questões como as expectativas dos espectadores, a construção de significados pelas audiências ou a contínua interacção do público com os media, que conduziu à delimitação de alguns factores pessoais, televisivos e contextuais, potenciais intervenientes na relação entre a violência televisiva e o comportamento agressivo. Tendo em consideração esta perspectiva, procedemos à realização de um estudo com 820 alunos dos 4º, 6º e 8º anos do ensino básico do distrito de Coimbra, orientado por dois grandes objectivos: caracterizar e compreender os seus hábitos televisivos e analisar o papel mediador de algumas variáveis de natureza perceptual e cognitiva - (1) a identificação com heróis televisivos violentos, (2) o prazer em ver violência na televisão e (3) o realismo percebido na violência televisiva - na relação entre exposição à violência televisiva e agressão física. A perspectiva subjacente às análises efectuadas é a de que a influência da violência televisiva sobre a agressão dos espectadores poderá depender da forma como estes percebem os conteúdos observados. Ou seja, estes três factores constituem os mecanismos psicológicos pelos quais a exposição à violência na televisão influencia a agressão posterior das crianças e dos adolescentes. A análise dos resultados obtidos, mediante estatísticas de carácter descritivo, permitiu concluir que algumas das condições que propiciam uma percepção da violência televisiva menos potenciadora da sua influência nem sempre estão reunidas, tal como indiciam o nível de mediação parental, o tempo dedicado à TV pelos participantes, bem como o número e o local ocupado pelos televisores em casa destes. Os resultados obtidos recorrendo à path analysis sugerem que a exposição à violência televisiva é uma variável preditora da agressão física, mas não se constitui como a única variável, nem a mais importante, em termos de capacidade explicativa. No entanto, mesmo quando controlados outros factores, como o sexo ou as características de personalidade, a exposição à violência televisiva continua a deter alguma capacidade explicativa da variância na agressão. O seu poder preditivo é, no entanto, mediado pela forma como os participantes percepcionam a violência televisiva. Assim, são as crianças e os adolescentes que mais prazer têm em ver violência na televisão, que se identificam com heróis televisivos mais violentos e que percebem a violência televisiva como mais semelhante à realidade aqueles que surgem como mais susceptíveis à influência da violência televisiva. O nosso interesse em conhecer as variáveis mediadoras resulta do facto de que estas constituem, normalmente, uma parte crucial na compreensão de como um processo causal ocorre, oferecendo, desta forma, pistas sobre possibilidades de intervenção. Assim, de acordo com os resultados obtidos, delineámos algumas sugestões relativamente ao papel da família e da escola, na promoção de uma relação com a televisão que se revele promotora do desenvolvimento das crianças e dos jovensen_US
dc.description.abstractThis paper presents the results of a study conducted with 820 students from the 4th, 6th and 8th grades, with the purpose of testing the hypothesis that enjoyment of TV violence, perception of realism in TV violence and identification with violent characters would mediate the relationship between viewing TV violence and physical aggression. The results suggest that children who take pleasure in viewing TV violence, who identify with violent heroes and who think of TV violence as similar to real life are more likely to be influenced by violence on television. In the discussion of the results, implications of these findings for parents, children, and teachers will be a central focusen_US
dc.language.isoporen_US
dc.publisherUniversidad de Huelvaen_US
dc.rightsAtribución-NoComercial-SinDerivadas 3.0 España
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/es/
dc.subject.otherTelevisãoen_US
dc.subject.otherViolênciaen_US
dc.subject.otherVariáveis mediadorasen_US
dc.subject.otherAgressão físicaen_US
dc.subject.otherTelevisionen_US
dc.subject.otherViolenceen_US
dc.subject.otherMediator variablesen_US
dc.subject.otherPhysical aggressionen_US
dc.titleTelevisão e violência: (para) novas formas de olharen_US
dc.titleTV and violence new ways of watchingeng
dc.typeinfo:eu-repo/semantics/articleen_US
dc.rights.accessRightsinfo:eu-repo/semantics/openAccess


Files in this item

This item appears in the following Collection(s)

Show simple item record

Atribución-NoComercial-SinDerivadas 3.0 España
Except where otherwise noted, this item's license is described as Atribución-NoComercial-SinDerivadas 3.0 España

Copyright © 2008-2010. ARIAS MONTANO. Repositorio Institucional de la Universidad de Huelva
Contact Us | Send Feedback |